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Qual é o impacto da sua história no dia a dia?

há 10 minutos
2 min de leitura

Cada um de nós tem uma história, que entre encontros e desencontros, acaba por condicionar aquilo que se vivencia no agora.


A verdade é que, mesmo que não tenhamos consciência, todos somos o resultado da nossa história cumulativa. As experiências da infância, da adolescência e de todos os dias impactam diretamente a forma como se vê o mundo, como cada um se relaciona, como cada um se permite — ou não — a ser assertivo, a definir limites e a manter-se alinhado consigo próprio. 


No fundo, há experiências que se vivenciam e parecem continuar a ecoar no interior de cada um, há desamparos ou abandonos que aconteceram há  muito tempo e que podem continuar a condicionar as relações do agora. Tal como há medos que nunca foram verdadeiramente ouvidos ou integrados e que ainda estão subliminarmente marcados de forma sólida dentro do nosso interior.


A maior parte das vezes, passa-se por entre os dias e por entre os desafios que surgem, sem se conseguir dar um fim condutor à história que se vive, sem se conseguir ligar a reação do agora, à experiência do passado ou ao padrão que, mesmo sem se querer, acabou por se consolidar. 


Este cenário e a forma como parece ser mais fácil a história de cada um ficar cristalizada num lugar mais escondido, faz com possa ser difícil que se compreenda, por exemplo, porque é que determinada pessoa explode perante frustrações aparentemente simples, porque é que alguém tem a necessidade de ter sempre razão ou porque é que aconteça o que acontecer alguns de nós parecem nunca conseguir abandonar o controlo ou parecem nunca conseguir confiar verdadeiramente numa relação. 


Perante tudo isto, sempre que há desconfortos emocionais ou a sensação de que se repetem padrões pouco saudáveis de forma persistente, é essencial que se seja capaz de olhar para toda a história de cada um, é essencial que quem os vive seja capaz de enfrentar os nódulos e os fantasmas que está a carregar, para que, ao tomar consciência deles, possa posteriormente libertar-se e reduzir de forma ativa o impacto que eles podem gerar no agora. 


No fundo, para se alcançar algumas transformações e a mudança de padrões difíceis no dia a dia, é essencial ser-se capaz de olhar para toda a história de vida, para as memórias e experiências mais difíceis e é ainda essencial que haja espaço para — se necessário — se sofrer com elas, para que depois, mais livres das dores e dos fantasmas internos, exista a capacidade de ressignificar a história e de se gerar a mudança necessária para alcançar o bem-estar. 



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