O que devem fazer as crianças nas férias de verão?
- Escola do Sentir

- há 2 horas
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A pausa letiva é necessária para que crianças e adolescentes possam ter espaço para descansar, para se dedicarem a atividades e tarefas que durante o ano letivo acabam por ficar em segundo plano. Por isso, as férias de verão são grandes e permitem que haja espaço para diversificar e explorar diferentes contextos.
No entanto, são muitas as crianças e adolescentes que preferem não arriscar, que durante a pausa de verão preferem ficar ‘resguardadas’ em casa ou movimentarem-se apenas em contextos seguros e pouco desafiantes.
Quando isto acontece, corremos o risco de tornar três meses de férias, em momentos monótonos, com tecnologia em doses excessivas e com o lado relacional essencial ao desenvolvimento mais ‘abafado’.
Muitas vezes este cenário dá-se sustentado pela crença de que se a criança, ou adolescente, prefere ficar em casa é importante respeitarmos essa necessidade.
No entanto, mais importante que isso, é lembrarmo-nos que as crianças e adolescentes ainda não têm a maturidade necessária para saberem exatamente o que é melhor para si e para o seu desenvolvimento.
E, é aí que os responsáveis pelas crianças precisam de entrar em ação, isto é, em primeiro lugar perceber o porquê de determinada criança preferir ficar resguardada do que socializar ou diversificar as suas experiências, por exemplo, através do desporto ou da arte. Em segundo lugar, conduzindo a criança a desafiar-se, a experimentar e a permitir-se a explorar o mundo, dentro daquilo que possam ser alguns dos seus interesses.
A verdade é que três meses de férias são pouco tempo se forem associados a atividades e ao desenvolvimento de competências e são tempo em excesso se forem apenas destinados à ausência de estimulação, de relações e de desafios.
Por isso, em época de férias, é essencial que todos os responsáveis por crianças se lembrem que três meses de férias precisam de ser direcionados e ocupados de forma útil, caso contrário podem criar-se barreiras à socialização, excesso de dependência de tecnologias e o abrandar do desenvolvimento.









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