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Como enfrentar a solidão?

Sentirmo-nos pertencentes a uma comunidade, a um grupo ou a uma família é essencial para o nosso bem-estar. Muitas vezes, apesar de estarmos rodeados de pessoas, prevalece a sensação de que se está só, quase como se as relações que estabelecemos não fossem profundas, intensas e suficientes para nos fazerem sentir plenos, integrados e amparados.


Somos, por natureza, seres relacionais, precisamos do contacto humano e da conexão emocional para nos sentirmos bem connosco próprios, a solidão é assim um dos maiores medos e um dos maiores travões ao bem-estar e à saúde mental. 


Por isso, se está a passar por uma fase em que se sente emocionalmente só — mesmo que fisicamente não esteja só —, é essencial procurar olhar de forma global para o seu dia a dia, para os seus objetivos de vida e para aquilo que está a priorizar e a projetar de si na relação com os outros. Assim, perante a solidão emocional comece por: 


1 - Recentrar-se - antes de podermos estar disponíveis e envolvidos por relações que nos equilibram, é essencial procurarmos compreender quais são os nossos valores, as nossas necessidades, as nossas prioridades e, no fundo, termos claro qual o percurso de vida que estamos a fazer e que desejamos a longo prazo. Ao conectarmos com o nosso interior, construímos a base necessária, para nos projetarmos no exterior e criar as redes relacionais que nos permitam sentir acolhidos e integrados;


2 - Escolher a espontaneidade e a empatia nas relações - quando nos sentimos mais sós, regra geral, não precisamos de procurar conhecer muitas pessoas, estabelecer muitas relações. Aquilo que precisamos é de relações que promovam a compreensão emocional, que sejam sintonizadas e profundas. No fundo, mais do que centrar-se na quantidade de relações, é essencial centrar-se na qualidade das relações. A conexão emocional e a qualidade das relações humanas, desenvolve-se e torna-se consistente com espontaneidade, presença e empatia;


3 - Evitar comparar-se com os outros - sempre que escolhemos comparar as nossas relações, com as relações de quem nos rodeia. Tendemos a sentir-nos em défice, porque cada um tem tendência a mostrar aos outros o melhor das suas relações. E cada um de nós, tem tendência a deixar-se inundar pela realidade que os outros nos transmitem e em compará-la com os piores lados das nossas relações. Por isso, para que a solidão emocional não seja cultivada a partir do exterior, é essencial evitar comparar relações, que por si só partem de lugar e pessoas distintas e, por isso, são absolutamente incomparáveis. 


Assim, fica claro que a solidão emocional tem o poder de bloquear a nossa evolução e a nossa felicidade, para travar o escalar da sensação de solidão  emocional será sempre necessário um movimento de transformação que deve seguir o sentido do interior, ou seja, da nossa realidade mais íntima e emocional, para o exterior, isto é, para o mundo e para os outros. E será nessa dinâmica que a transformação se pode dar e a solidão emocional se pode atenuar.



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