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Inibir a agressividade pode gerar violência!

Todos temos em nós um mecanismo interno que nos ajuda a lidar com o mundo e que nos protege, que é a nossa agressividade. 


Ainda que a agressividade seja positiva e protetora, muitos de nós não conseguem lidar com ela de forma equilibrada e saudável. Este cenário dá-se porque associamos agressividade a algo negativo e a violência. 


No entanto, a agressividade e a violência são reações muito distintas. A agressividade protege-nos, ajuda-nos a definir limites, a ir a ‘jogo’ nos desafios da vida, no fundo, a agressividade ajuda-nos a lutar pelos nossos desejos e alavanca as nossas conquistas. Já a violência é o resultado de uma vontade deliberada de provocar mal-estar e dor ao outro, ao ambiente ou até a nós próprios.  


Em linha de síntese, a agressividade é um rasgo saudável e a violência é o resultado de uma certa dose de mal-estar, de desconforto emocional ou até de  maldade. 


Assim, aquilo que é essencial é que sejamos capazes de olhar para o nosso interior, de respeitar os nossos rasgos mais espontâneos e o ritmo da nossa agressividade, integrando todas as mensagens que a agressividade nos traz e que implica a nossa proteção, sem ‘destruir’ o outro. Ao mesmo tempo, é essencial tomar consciência dos nossos rasgos mais violentos, no fundo dos rasgos que procuram gerar dano, mais do que nos proteger. 


Lembrando-nos que a agressividade contida e a forma como anulamos a nossa dinâmica emocional, leva com muita frequência a rasgos violentos. Quase como se, de repente, tivéssemos a sensação que explodimos sem saber exatamente porquê, de forma que não só não nos orgulha, como nos deixa altamente desconfortáveis e, por vezes, como se não nos conhecessemos a nós próprios nesses rasgos. 


Perante isto, nunca nos esqueçamos que o essencial, para evitar a violência, é deixar a agressividade fluir de forma espontânea e aprender a lidar com todas as nossas emoções. Para que a nossa dinâmica interna possa gerar bem-estar e capacidade de proteção e ação em equilíbrio. 


No fundo, se formos capazes de nos zangar no momento certo, pelo motivo certo, com a pessoa certa, não precisaremos de explodir em rasgos de violência no momento errado, por motivos inadequados e com quem, no limite, pode não merecer a nossa explosão. 



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