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Proteger as crianças em demasia trava o seu desenvolvimento!

Tendemos a proteger as crianças para garantir que elas cresçam em segurança e em equilíbrio. E proteger as crianças é absolutamente essencial, no entanto, ao mesmo tempo que se protege as crianças, muitas vezes é feito um movimento excessivo de controlo, quer sobre a criança, quer sobre o ambiente que a rodeia. Esta proteção, que acaba por impedir a criança de ter espaço para arriscar, para explorar de forma livre o mundo e para vivenciar diferentes experiências que vão despertar frustração, tristeza ou zanga, por exemplo.


Este movimento, ao contrário daquilo que podemos desejar, não traz mais equilíbrio e um maior bem-estar às crianças. Aquilo que acaba por fazer é impedi-las de adquirir as ferramentas necessárias para enfrentar os desafios e lidar com os imprevistos, ao mesmo tempo que lhes passa a mensagem que não são tão capazes como deveriam para se desenrascar por si próprias. 


É quando uma criança tem espaço para falhar que aprende a lidar com a frustração inerente a essa falha, da mesma forma que uma criança só pode tornar-se resiliente se, à medida que cresce, for tendo espaço para lidar com imprevistos e com situações que podem ser menos simples. 


É, por isso, essencial que à medida que uma criança cresce, gradualmente, os pais sejam capazes de lhe abrir espaço para o mundo, para arriscar, para falhar e para conquistar. 


Claro que este movimento não significa deixar de estar sempre presente para uma criança, deixar de proteger ou de amparar quando é necessário. Este movimento significa apenas, que a criança passa a ter espaço para ser cada vez mais autónoma na resolução dos desafios que surgem, sejam eles mais práticos e objetivos, sejam eles menos claros ou mais emocionais. 


No fundo, aquilo que é essencial é que, aos poucos, os pais vão transmitindo à criança, a sensação de que sabem que ela será capaz de começar a lidar ativamente com tudo aquilo que possa surgir e a criança ao sentir que os pais confiam nela e se sentem seguros das suas capacidades para lidar com o mundo — interior e exterior — começam a absorver essa confiança e a tornarem-se, de facto, cada vez mais capazes. 




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