3 estratégias para ajudar as crianças a lidar com os medos!
- Escola do Sentir

- há 2 dias
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Ao longo do desenvolvimento infantil é natural que surjam os medos, uma vez que à medida que uma criança desenvolve o seu imaginário e que toma consciência de si e do mundo, percebe também que há perigos e, por isso, sente-se mais frágil e mais assustada.
Apesar dos medos serem normativos e fazerem parte do processo de desenvolvimento, há algumas situações em que os medos empolam e em que a criança acaba por ficar cristalizada a esses medos. Nessas circunstâncias os medos tem um potencial de travar todo o bem-estar da criança.
Sempre que assim é e os medos se expressam de forma exponenciada, é essencial que os adultos à volta da criança procurem:
1 - Desconstruir o medo - mais do explicar à criança que o seu medo não se justifica e não existe, por exemplo, ‘não existem fantasmas’, é essencial ouvir esse medo e desconstruí-lo. No fundo, é essencial procurar perceber o que a criança sente que está por de trás do medo e o que esse medo pode significar. Quando se desconstrói o medo, chega-se também à sua essência e ao que de facto incomoda a criança;
2 - Validar o que a criança sente - depois de desconstruir o medo com a criança, é essencial validar o que a criança sente, ou seja, mostrar-lhe que o facto de ter medo não significa que seja frágil e que compreendemos aquilo que ela está a sentir. Ao fazer este movimento a criança sente que a estamos a amparar e que não fugimos dos seus medos e daquilo que ela está a sentir;
3 - Dar segurança - perante o medo, a criança precisa que os adultos lhe transmitam que está protegida. Por isso, após o processo anterior, é essencial encontrar algumas ferramentas concretas para a criança sentir que pode enfrentar com coragem o seu medo e garantir-lhe que não está sozinha a enfrentar esse medo. Se o adulto transmitir com serenidade à criança que acredita convictamente que ela enfrentará o seu medo, será mais simples que a criança confie nesse processo.
Assim, perante qualquer medo de uma criança, aquilo que é essencial é que os adultos não minimizem esse medo, não fujam dele e procurem mostrar à criança que não só a compreendem, como estão junto dela para — de forma ativa — a ajudar a lidar com tudo aquilo que está a sentir e a enfrentar de forma corajosa os desafios e os medos que forem surgindo. Com esta segurança por parte dos adultos, a criança acabará por conseguir serenar e apaziguar os seus medos.









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