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A necessidade de controlo é um travão na sua vida?

Exercermos controlo no nosso dia a dia é uma forma de nos protegermos, de termos previsibilidade e, por consequência, de nos sentirmos mais seguros nas nossas ações e nos desafios que vão surgindo no dia a dia.  


No entanto, como forma de mantermos o nosso equilíbrio e nos mantermos altamente protegidos, por vezes, levamos o controlo ao limite e acabamos por nos sentir sufocados por esse controlo. 


Este cenário acontece com frequência nas relações mais próximas, em que procuramos saber exatamente os detalhes do movimento do outro, ou simplesmente no dia a dia na rigidez com que olhamos para os filhos, a limpeza da casa ou as tarefas profissionais. O controlo quando levado ao seu limite tende a existir não só por fora na relação com os outros e com os desafios, mas também por dentro na nossa forma de sentir e de pensar. No fundo, torna-se transversal à nossa forma de estar e tem potencial para ser confundido por nós próprios com a nossa forma de Ser. 


E é, nesta fase, que reside o perigo do controlo para a saúde mental, sempre que o controlo é levado ao extremo, deixa de ter um efeito de nos manter em equilíbrio e seguros de nós próprios e passa a ter um efeito desorganizador do nosso mundo interno, potenciando reações fora do comum, desligadas da realidade e exacerbadas quando esse controlo se perde. 


Nestas circunstâncias, a ausência de controlo pode gerar ansiedade, desconforto emocional, rasgos impulsivos e bloqueios às nossas ações mais espontâneas e genuínas. 


Por isso, se se sente cristalizado à sua necessidade de controlar tudo e todos à sua volta, num controlo que vai do mundo interno ao mundo externo, é essencial procurar desconstruir padrões internos. Para isso, é preciso começar um caminho de autoconhecimento, que o leve a desenvolver a sua segurança interna, para que, a partir do momento em que a segurança esteja reforçada haja espaço ao abandono gradual do controlo e para a expressão e gestão eficiente das emoções.


Lembremo-nos sempre que o controlo nos protege da insegurança, mas que é bloqueador da espontaneidade essencial quer ao nosso bem-estar, quer ao bem-estar de quem está à nossa volta. Por isso, é essencial sermos capazes de nos libertarmos do controlo e, a partir daí, conseguirmos aquilo que nos torna mais saudáveis: a leveza do pensamento, da emoção e da ação. 



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