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Será amor ou carência emocional?

As relações românticas são desafiantes, têm o poder de nos levar aos lados mais bonitos de nós próprios, mas também têm o poder de nos mostrar os nossos lados mais sombrios e mais difíceis de lidar.   


É no amor romântico que muitas vezes somos confrontados com as nossas fragilidades e com os nossos medos, mas também é no amor romântico, quando encontramos um porto de abrigo, é quando somos capazes de confiar que muitas transformações se dão e que encontramos o nosso potencial e, porventura, o nosso renascimento e a cura de alguns dos nossos fantasmas. 


Por isso, as relações românticas tornam-se muitas vezes um motivo de dúvidas e de angústias, pela sua essência levam-nos para experiências intensas e nem sempre estáveis. O que gera muitas vezes, dúvidas, se de facto é amor ou uma forma de compensarmos algum vazio interior. No fundo, leva-nos a questionar se estamos ligados pelo amor ou pela carência emocional.


E esta questão surge em fases mais turbulentas ou monótonas da relação, em que não queremos deixar a relação, mas também não queremos continuar. E, é nesses momentos, que por norma, nos questionamos o que nos liga à relação em que estamos.


Para que se ganhe clareza é essencial lembrarmo-nos que o amor e as relações irão sempre ser desafiantes. No entanto, só são verdadeiramente relações ligadas pelo amor se existirem em liberdade, liberdade de estar, será amor se acrescentar, apesar das dificuldades, se nos energizar e nos amparar nas dificuldades. 


Por outro lado, quando o que liga uma relação são os medos, os filhos, os fatores logísticos, as expectativas nossas ou dos outros, a sensação de insegurança, aí o que liga a relação será muito mais a carência do que amor. 


Lembremo-nos que uma relação saudável deverá sempre — apesar dos desafios — dar-nos vida, fazer-nos sentir segurança, presença e expansão pessoal. Por outro lado, uma relação menos saudável tende a aprisionar-nos, tende a fazer-nos sentir instabilidade, tende a fazer-nos questionar o nosso valor e, no limite, transmite-nos a ideia de que sem essa relação seremos mais frágeis e, porventura, impotentes. 


Por tudo isto, as relações precisam que cuidemos delas, que fiquemos atentos aos sinais que surgem e que nos permitamos entrar na sintonia do outro e da relação, sem que à custa disso percamos a nossa essência, a nossa autenticidade e os nossos valores.



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