3 estratégias para comunicar o divórcio aos filhos!
O divórcio é uma fase desafiante quer para os pais, quer para as crianças. Naturalmente que, quando uma criança recebe a notícia de que os pais se vão separar tem tendência a vivenciar algumas angústias e, por vezes, a rejeitar a nova dinâmica familiar que se está a colocar.
Perante isto, e perante todas as dúvidas que os próprios adultos possam ter, é importante que fique claro que será sempre mais saudável dois pais separados, mas em equilíbrio, do que dois pais que permanecem juntos numa relação, mas que acabam por transpor de forma recorrente conflitos e atritos para as crianças.
Aquilo que pode condicionar o bem-estar de uma criança, não será tanto o divórcio por si só, mas sim a forma como esse divórcio é gerido pelos pais e como as emoções de uma criança são ouvidas e acolhidas.
Nesta sequência, o ponto de partida é a comunicação do divórcio à criança e a forma como essa comunicação é feita pode condicionar a aceitação do divórcio, por isso, é essencial que os pais comecem por:
1 - Comunicar de forma clara e individualizada - um divórcio deve sempre existir com base no respeito por todos os elementos que serão afetados por ele. Aqui entra o respeito pelas crianças, que merecem que o divórcio seja comunicado de preferência por ambos os pais e — mesmo que existam irmãos — de forma individual com cada criança. Cada criança precisa do seu espaço para ouvir a informação, para pensar sobre ela, para reagir e colocar as questões. A comunicação individual com cada criança, permite que cada uma tenha liberdade para sentir e reagir sem se condicionar pela reação dos irmãos;
2 - Assumir a responsabilidade partilhada do divórcio - as relações desgastam-se e são sempre um conjunto de motivos cumulativos que dão origem a um divórcio. As crianças merecem que a imagem de ambos os pais permaneça preservada e nunca devem ser colocadas num conflito de lealdades entre os pais. Por isso, é essencial que os pais assumam o divórcio como uma decisão conjunta. Ao comunicar com segurança que, ambos os pais acreditam ser o melhor para toda a família e que ambos estão de acordo com esta decisão, isto permite uma maior segurança em todo o processo para a criança;
3 - Introduzir clareza quanto ao futuro e os aspetos práticos do dia a dia - aquando da comunicação é essencial que os pais transmitam segurança à criança e clareza quanto ao que vai acontecer posteriormente. No fundo, ao partilhar com a criança como será a logística de vida dela daí em diante, transmite-se previsibilidade à criança e, nessa sequência, mais tranquilidade e segurança. Os pais podem partilhar como serão divididos os tempos entre pai e mãe, se algum dos pais vai permanecer na casa da família ou se a mudança será também de casa. Se os detalhes práticos da nova realidade que vai surgir forem transmitidos com clareza, facilitam a sensação de estrutura à criança, de alinhamento entre os pais e, por isso mesmo, de uma maior aceitação desta nova dinâmica.
No fundo, os pais nem sempre podem impedir um divórcio para proteger as crianças, mas podem sempre gerir o divórcio de forma sensata e equilibrada para que uma criança consiga lidar com está fase com menos sobressaltos, com a sensação de que está a ser cuidada e protegida e amparada nos desafios que estão a surgir.










Comentários