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Qual o impacto da tecnologia nas crianças?

As tecnologias — sejam elas quais forem — têm vindo a alavancar o desenvolvimento de forma global, mas será que essa alavanca também existe no que toca ao desenvolvimento infantil?


A exposição das crianças às tecnologias tem vindo a gerar muitas controvérsias e muitas dúvidas entre pais e educadores. Ainda assim, há alguns dados que já são claros e que é muito importante que se tenha em consideração, desta forma é inequívoco que a exposição às tecnologias têm revelado um impacto negativo em diversas áreas de desenvolvimento infantil, nomeadamente, na capacidade de atenção e concentração, no imaginário, na capacidade de raciocínio — quer verbal, quer prático — e na capacidade de socialização. 


Perante este impacto negativo, devemos lembrar-nos que a primeira infância é um período absolutamente fundamental para o desenvolvimento e maturação cerebral. Por isso mesmo, até aos 6 anos, a exposição às tecnologias deve ser reduzida ao máximo e, quando existe, em detrimento de um telemóvel ou tablet é preferível optar pela televisão, por programas com uma duração que permita à criança acompanhar o princípio, meio e fim das histórias associadas.


Após a primeira infância, continua a ser fundamental que exista um equilíbrio na gestão das tecnologias, lembremo-nos que as tecnologias têm impacto não só pelos estímulos de que são responsáveis, mas também pelos estímulos que retiram às crianças. Isto é, se de repente temos uma criança que está um fim de semana inteiro a saltar, entre a televisão, o telemóvel e o tablet, temos uma criança que deixa de brincar livremente, que deixa de explorar e apreender o mundo de forma livre e fluida, o que terá impacto em todo o seu desenvolvimento. 


Há por isso algumas linhas vermelhas essenciais para uma utilização adequada das tecnologias após a primeira infância, uma das mais importantes é não utilizarmos as tecnologias para impulsionar tarefas de vida diária das crianças, como alimentar-se ou adormecer, por exemplo. Pois, quando o fazemos estamos a ‘desligar’ a criança da realidade e a automatizá-la nessas tarefas, resolvendo um problema no imediato, mas criando espaço a uma relação de dependência com a tecnologia no futuro. 


Não devemos ter posições extremistas e as crianças podem gradualmente ser expostas a determinados estímulos tecnológicos, ainda assim, devemos manter sempre presente que essa exposição precisa de ser controlada e mediada por um adulto, sob pena de contaminarmos o adequado desenvolvimento de competências de uma criança. 



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