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Qual é a altura certa para abordar o namoro com as crianças?

As relações estão presentes no dia a dia das crianças desde sempre, quer na relação entre os próprios pais, quer em contexto social ou simplesmente em conteúdos televisivos, por exemplo.


À medida que vão crescendo as crianças vão percebendo que há tipos de relações diferentes com diferentes graus de proximidade e de intimidade. Esta aprendizagem que acontece de forma subliminar é absolutamente essencial para o desenvolvimento das crianças e para a sua capacidade de compreender o mundo e as relações.


No entanto, naturalmente, não é suficiente e, por muito que as crianças intuam acerca das relações, há questões que precisam de ser conversadas e esclarecidas para que exista uma compreensão plena por parte da criança.


É importante que fique claro que não há uma altura certa para abordar o namoro, a paixão ou a sexualidade com todas as crianças, o essencial é que os Pais vão indo ao ritmo da criança e vão ajudando a criança a pensar à medida que ela própria se vai interrogando e vai, de forma mais ou menos aberta, mostrando interesse e abertura para os assuntos.


De qualquer forma, não é verdade que possamos controlar a curiosidade da criança e impedir que pensem acerca das relações, assim, quando a criança desperta para estas temáticas devemos:


  • Não incentivar, nem restringir as relações - não devemos incentivar as crianças a namorar, por exemplo, fazendo a típica pergunta “já tens um namorado?”, nem devemos restringir ou proibir quando a criança tem um namorado. Devemos ter claro que namorar para uma criança é diferente de namorar para um adulto, por isso, quando uma criança nos diz que está a namorar não devemos assustar-nos e proibi-la, devemos sim conversar com ela, compreendê-la e, se for caso disso, definir os limites que consideramos essenciais.


  • Ensinar a criança a ouvir o que sente - qualquer que seja a relação implica que sejamos capazes de sentir, de nos expressarmos, por isso, para que a criança possa explorar o namoro e as relações, precisa de ouvir o que vive dentro de si, saber expressar-se e gerir as suas emoções.


  • Não fugir do tema sexualidade - não devemos precipitar conversas acerca da sexualidade, no entanto, também não devemos fugir do tema. Se uma criança nos faz questões, devemos ouvi-la e acompanhar o seu raciocínio. Isto é, devemos ser cautelosos para não dar mais informação à criança do que aquilo que ela própria está preparada para ouvir ou perceber. Na dúvida, perante questões mais elaboradas de uma criança podemos devolver–lhe a pergunta “e tu o que é que pensas sobre isso?”, quando o fazemos percebemos o que é que a criança já sabe e, a partir daí, ajudamo-la a ter clareza.


No fundo, as crianças irão sempre ter curiosidade acerca das relações, algumas terão mais tendência a namorar do que outras, o essencial é lembrarmo-nos que a função dos Pais é ajudar a criança a pensar, esclarecer dúvidas que possam existir e balizar os limites que podem ou não ser dados pela criança. Só com os limites bem definidos uma criança poderá ter segurança para sentir, para explorar o mundo e as relações.







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