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Porque é que ficamos deprimidos?

A saúde mental é demasiadas vezes deixada para segundo plano e, na sequência do fazermos surge, com frequência, a depressão. 


A verdade é que é fácil chegarmos a um estado depressivo, crescemos muitas vezes com a ideia de que devemos guardar as nossas emoções para dentro de nós, que chorar é para ‘fracos’, vamo-nos relacionando e nem sempre somos cuidados e amados como sentimos que devíamos e, por vezes, enfrentamos desafios que nos fazem sentir pouco suficientes e capazes.


No fundo, ao longo da nossa história e, por entre o correr dos dias, há com frequência um caminho tumultuoso, que promove o adoecer psicológico e a emergência de um traço depressivo. 


Se atentarmos, a depressão acaba por ser o resultado da relação entre a nossa história de vida, as nossas características de personalidade, o nosso contexto e a nossa componente biológica. Por isso, cada depressão é única e cada depressão surge associada a condições muito específicas de cada pessoa.


Ainda assim, se fizermos uma equação de síntese daquilo que une a grande maioria das depressões, fica muito claro, que a depressão surge, regra geral, associada a uma dificuldade significativa de lidar com as emoções e de as expressar — por exemplo, a contenção emocional, nomeadamente a contenção da tristeza, leva mais facilmente a traços depressivos — e a uma sensação de desvalorização pessoal e de falta de amor, é o amor em todas as suas dimensões, são as relações com as pessoas à nossa volta que nos prendem à vida, sempre que sentimos o amor a escassear acabamos, naturalmente, por desenvolver um lado mais desvitalizado e deprimido.


No fundo, apesar de todos os fatores que podem contribuir para uma depressão, fica claro que a depressão surge, muitas vezes, no fim de linha do sofrimento emocional. Por isso, é essencial não nos esquecermos que não ficamos deprimidos de um dia para o outro, mas sim que nos vamos deprimindo aos poucos, à medida que tudo se desalinha dentro de nós. E que, por isso, devemos estar atentos aos pequenos sinais que vão surgindo em nós e em quem está à nossa volta, para que, sempre que necessário, possa existir uma intervenção robusta e estruturada que atempadamente permita inverter um quadro depressivo. 


Nunca nos esquecendo que uma depressão nunca deve ser desvalorizada, mesmo que o seu impacto não seja visível aos outros, uma depressão pode ser absolutamente condicionante para quem a vive. Por isso, nunca se iniba de pedir ajuda. 




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