Pedir ajuda é amar em dobro!

A parentalidade é um caminho que não se faz em linha reta, nem se faz à margem de constantes desafios. Ser mãe, ou pai, comporta exigências para as quais nem sempre se sentem preparados. Por isso, entre as expectativas que se criam sobre um filho, sobre os pais que querem ser e aquilo que na realidade estão a conseguir ser, muitas vezes, torna-se difícil estar atentos a algumas fragilidades dos seus filhos.

E, de repente, quando sentem a fala atrasada, o desenvolvimento motor em “stand-by” ou qualquer outro tipo de condição, num primeiro momento, os pais - em grande parte por medo e por necessidade de se protegerem - tentam não ver, tentam afastar-se da realidade, como que, na esperança de que a criança cresça e que a fragilidade passe ou não se continue a notar.

No entanto, a verdade é que, regra geral, os pais sentem bem e, por isso, quando se apercebem que alguma coisa não está certa, por norma, não está. E, nestas circunstâncias, quanto mais cedo e certeira for a intervenção melhor e, muitas vezes, algumas dificuldades são facilmente ultrapassáveis, se não as deixarmos arrastar e prolongarem-se no tempo.


Esta situação é difícil quando estamos perante dificuldades mais físicas ou palpáveis, mas quando falamos de fragilidades do domínio emocional e psicológico a situação agudiza-se e os pais, sentem de forma ainda mais profunda que tal dificuldade poderá ser o reflexo de alguma coisa mal feita da parte dos pais. E, por isso, muitas vezes, começam a tentar estratégias que acabam por ler na internet ou em livros, umas mais certeiras do que outras, mas demoram a procurar uma ajuda individualizada e especializada - porque a nível emocional não se querem sentir a falhar com os filhos.


E é aqui que reside a necessidade urgente de mudança de perspectiva, os pais não têm de assumir a culpa na íntegra porque uma criança tem dificuldades emocionais ou psicológicas, apesar de, por vezes, os pais precisarem de adotar algum tipo de estratégias, essas dificuldades não refletem necessariamente erros da parte dos pais. O principal erro - feito com a melhor das intenções - será adiar a procura de ajuda.


Assim, não nos podemos esquecer que a infância, em especial a primeira infância, é uma janela de oportunidade para intervir e minimizar o impacto das dificuldades da criança ao longo da sua vida, sejam elas de que índole forem. É na primeira infância que muitas vezes, saltam à vista dificuldades que, se a intervenção for imediata, podem facilmente ser revertidas e abrir-se espaço às áreas fortes de cada criança, aumentando todo o seu potencial de desenvolvimento. Por isso, é essencial que os pais peçam ajuda sempre que sentem que alguma coisa pode não estar certa e que em cada pedido de ajuda sintam que estão a dar o melhor de si e não a falhar.


#escoladosentir

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