Como escolher as atividades das férias de verão?

A escolha das atividades de férias de verão, nem sempre é pacifica e tranquila para todas famílias. É preciso conjugar os interesses dos filhos com as expectativas e necessidades dos pais, mas, muitas vezes, esta conjugação torna-se um verdadeiro desafio.


Em primeiro lugar, é essencial que os pais tenham sempre presente que as férias são dos filhos e que o tempo e as experiências vividas nas atividades de férias serão vividas pelos filhos, sendo por isso, absolutamente essencial que a escolha de uma atividades de férias vá sempre ao encontro dos interesses da criança ou adolescente. As férias devem ser sinónimo de liberdade, de descontração e de brincadeira e, por isso, uma atividade de férias, nunca deve ser numa área que seja penosa ou difícil para um filho.


Em segundo lugar, muitas vezes, queremos aproveitar as férias para que as crianças se desafiem e desenvolvam diversas competências, no entanto, aquilo que nunca nos devemos esquecer é que essas competências serão tão mais estimuladas, quanto mais relação e interesse existir por parte da criança na atividade que está a realizar.


Tendo em consideração tudo isto, chegada à hora da escolha é essencial conversar com a criança acerca dos seus interesses e pensar quais as competências que precisam de ser estimuladas. A partir daí, deve-se levar a criança ao processo e tomada de decisão, apresentando-lhe várias opções e pensando os prós e contras de cada opção. A decisão deve ser tomada em conjunto para que a criança, ou adolescente, se sinta responsável pela opção escolhida e, posteriormente, esteja comprometida e envolvida nas atividades de férias que frequentar.

Para além de que, diversas competências são desenvolvidas através do brincar e do jogo, por exemplo, a capacidade de trabalho em equipa e de uma boa relação com os outros podem ser desenvolvidas através de umas férias desportivas, de forma descontraída. Ou, a capacidade de concentração e atenção, podem ser estimuladas através de atividades artísticas.


Se, porventura, for de todo impossível providenciar uma atividade estruturada à criança, há diversas alternativas igualmente saudáveis e estimulantes.


Aquilo que é essencial, é que de repente, uma criança não fique em casa dois meses sem interação com os outros, ou apenas ligada à tecnologia.


Nestas circunstâncias uma criança tem a ganhar se as férias forem, por exemplo, divididas entre a casa dos avós, a casa dos tios e a casa dos pais, uma vez que isto permite à criança diferentes experiências, mediadas pela relação e, inevitavelmente, relações positivas e saudáveis são o mais importante e estruturante para qualquer criança.


Para além disso, as férias devem ser organizadas com previsibilidade, uma vez que desta forma aumentamos a sensação de segurança da criança, sempre que uma criança sabe o que vai acontecer sente-se mais tranquila e descontraída. Isto é, por exemplo, a criança saber o que vai ser feito em cada semana/mês do período de férias.


Neste contexto, tendo em conta a duração do período de férias, os pais podem - consoante a idade da criança - organizar alguns dias de atividade lúdicas, como a noite dos jogos de tabuleiro, a manhã de pintura, de cozinha, ou de construções de lego, por exemplo. Estes momentos lúdicos e divertidos em família, são sempre essenciais e aumentam a ponte de cumplicidade entre pais e filhos, fazendo com que as férias sejam um momento de harmonia e união familiar.


Só assim, com a criança envolvida, motivada e tranquila as atividades de férias cumprem a sua função, representando aprendizagem, descontração, descanso e desenvolvimento de competências de forma fluída e divertida.



#escoladosentir


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