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É essencial dar voz às crianças!

Todos os pais desejam que as crianças sejam capazes de os ouvir e de seguir os seus ensinamentos. No entanto, também é comum os pais sentirem que, no limite, as crianças não só não os ouvem como - quando ouvem - parecem fazer exatamente o oposto daquilo que lhes é pedido.


Mas porque será que as crianças tendem a não ouvir os pais? A verdade é que as crianças, muitas vezes, ouvem os pais. Ainda assim, sentem que os pais parecem não as compreender e, por isso, acabam por sentir que aquilo que os pais estão a transmitir parece não ter validade interna para si. Desta forma, perante indicações e ordens dos pais, é frequente as crianças parecerem distantes e parecerem não ser capazes de os ouvirem.


Outra das questões importantes, é que as crianças aprendem ao mesmo tempo que veem os comportamentos dos adultos à sua volta e, muitas crianças, sentem que na verdade não têm voz e não são ouvidas pelos pais. Assim, ao mesmo tempo que sentem que não são ouvidas, as crianças aprendem a deixar de ouvir os pais ou os adultos à sua volta.


Por isso, se queremos que as crianças sejam capazes de ouvir e compreender os pais, precisamos de ser capazes de dar voz às crianças e compreendê-las. Isto é, precisamos de conseguir ouvi-las sem questões excessivas, sem julgamentos e estabelecendo uma ponte de cumplicidade com o seu interior para que elas se sintam compreendidas e emocionalmente amparadas.


Quando damos voz a uma criança seja sobre aquilo que ela pensa em relação a si, à sua rotina diária, aos outros e ao mundo, estamos subtilmente a mostrar-lhe que tudo aquilo que ela pensa, ou sente, é importante para nós, que as suas ideias são válidas e que ouvimos as suas necessidades. Ao mesmo tempo que o fazemos, estamos a ensiná-la a ser capaz de nos ouvir, a ser capaz de serenar enquanto o outro se está a expressar e a valorizar as palavras que veem por parte dos outros. Desta forma é indiscutível que uma criança que tenha voz, que seja ouvida e compreendida, será sempre uma criança mais segura de si, mas principalmente uma criança mais capaz de ouvir tudo aquilo que os outros têm para lhe transmitir.



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